segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Sonho de amor

Essa noite tive um sonho...
Um sonho tão bonito, como há tempos não sonhava...
Sonhei que estava extravasando alegria sentindo uma coisa nova em mim...
É, foi por causa de alguém. Alguém que me deixou assim, radiante. Boba, talvez. Alguém que me fez sentir borboletas no estômago e escutasse os sinos tocarem, tudo de uma só vez... ah, o amor! E quando ele chega não dá pra explicar. A gente apenas sente. Mas esse amor é só meu e de mais ninguém, nunca, jamais será revelado. Um amor platônico, talvez. Um amor que por si só, já me traz a alegria e me dá prazer por sentí-lo, sem querer mostrá-lo a ninguém, nem mesmo ao detentor deste afeto. Sim, um amor que sou agraciada de sentir, mas que viverá enclausurado no meu peito e com a chave perdida na imensidão da minha razão. Um amor que me fez presa fácil das suas armadilhas e me deixou à mercê de seus encantos... Não que eu seja retraída, ou coisa do tipo. Mas contar pra quê? Iria fazer com acabasse a magia e alegria de poder sentir esse frio na barriga, esse arrepio que toma conta do corpo e faz o coração disparar, só ao vê-lo passar. Não, contar pra quê? Para as controvérsias do dia-a-dia irem nos afastando, pouco a pouco? Prefiro manter em sigilo e ir semeando cuidadosamente o meu amor, mesmo sem o verdadeiro causador desse turbilhão saber. Seus olhos me fascinam, há um enigma duvidosamente enlouquecedor, e que ao me encarar me deixa petrificada; suas palavras são confortantes e suaves como a brisa leve da primavera, e sua mente é um terreno totalmente desconhecido e impenetrável, onde a dúvida que em mim provoca me deixa sem enxergar, como na escuridão, sem saber que rumo tomar, que direção seguir, como chegar ao seu coração. Seu corpo é másculo, de um homem, ao passo que possui finos traços, característicos natos. Tudo nele me encanta, desde o som da sua voz ao cheiro de sua pele. Só ele sabe provocar esse furacão de sensações dentro de mim. Uma sensação egoísta, talvez, por não querer compartilhá-la e nem sequer saber se a recíproca é verdadeira. Não, não é. Então eu acordo e vejo que foi apenas mais um sonho de amor...

Leslie Novaes

Um comentário:

Anônimo disse...

Leslie Marina!
muito lindo!!!
Lindo, porém triste!
Quando há amor dentro de mim, seja lá por quem for, eu preciso gritar e falar incansavelmente o quanto aquilo me faz bem e o quanto eu quero estar perto para compartilhar qualquer singelo momento de felicidade!
Vinicius de Moraes não seria o poeta do amor se não falasse de uma forma tão clara e verdadeira...
e já dizia...

"Tudo quanto na vida eu tiver,
Tudo quanto de bom eu fizer,
Será de nós dois,
Será de nós dois.

Uma casa num alto qualquer,
Com um jardim e um pomar se couber,
Será de nós dois,
Será de nós dois"

eu concordo plenamente, porque compartilhar o amor e experimentar ser amado não há nada incomparável.