segunda-feira, 29 de setembro de 2008

"Viver e não ter a vergonha de ser feliz"

Seria bom demais se pudéssemos ver sempre além. Mas por que será que às vezes ficamos presos num mudinho só da gente? Acho que porque nos conforta bastante saber que aquilo não mudará, que estamos seguros "sempre"... Se pensarmos por outro lado, então a rotina deveria ser algo muito bom...é, é bom, mas como hora certa do remédio, como os momentos do telefonema da pessoa que mais gostamos de falar, essas coisas, as quais deveriam ser repetidas sem limite, com hora, só pra fazer o nosso bem! ja comemorei bastante em conotação de tristeza, mas mais frequentemente pelas dores na barriga provocadas pelo riso. Acho interessante a forma como fomos feitos, conseguimos nos regenerar facilmente de perdas e tristezas, quando me refiro ao facilmente é que a vida continua e sempre nos oferece possibilidade de mudança, de não vestir simplesmente algo que não nos serve mais. Acho que o "ver além" já começa daí. Saber o que não quer é ajudar a escolher o que se quer. Os limites são muitos, mas nunca iguais. Talvez por isso que aguentamos coisas diferentes, pois podemos não saber o que queremos, mas é de certeza saber o que não queremos, ou o que não gostamos. Aprendi que ser racional não é só o privilégio de pensar, mas de usar ou se aproveitar, no melhor das intenções, dessa qualidade. Aprendi que somos capazes de tomar decisões mesmo quando o coração pede o contrário. Aprendi a me regenerar dos percalços da vida e sempre, mas sempre ser alguém disposta a dar um sorriso de felicidade imensurável!


Lígia Granja