quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Então, é Natal!

Então, é Natal! Nossa, como passou rápido... para uns, tempo de festas, reunir a família, os amigos... tempo de confraternizações e amigos secretos... Para outros, a chegada de um menino-Deus que foi um grande revolucionador, causando efeitos de enormes proporções por estar muito à frente de seu tempo... O pioneiro de uma nova forma de sentir o amor, através de um Deus misericordioso e não castigador. Mas será que pra todo mundo o Natal é assim?
Quantas e quantas vezes, passamos na ruas, às vezes apressados por estarmos atrasados pra irmos à casa de algum familiar, levando um dos pratos do jantar, e nem nos damos conta de que ali, bem na calçada, existem centenas de pessoas que não terão um jantar, muitas delas nem família, para comemorar esta data tão especial? Mas afinal, o que é o Natal? Qual a sua essência, sua verdadeira finalidade? Será que o Natal é o corre-corre de pessoas no comércio, umas passando por cima da outras, no aperto, no calor, em busca de presentes, gastando até o que não podem, para a famosa "troca de presentes" no Natal? Será que é um banquete, onde sobra tanta comida que no outro dia é reaproveitada? Ou será que o significado do Natal é o nascimento de alguém que veio nos ensinar a como tornar o mundo melhor, e que para isso ocorrer tem que acontecer primeiro dentro de nós mesmos? Além daquelas pessoas nas ruas, deitadas no chão, com fome e com frio, sem família e sem ninguém, e as que estão nos hospitais, com doenças terminais, ou doenças incuráveis, algumas até esperando a morte para o alívio de tanta dor e sofrimento, será que essas e tantas outras desconhecidas, anônimas, têm o que comemorar?
Talvez nesta época do ano é a época em que todos nós somos mais hipócritas do que nunca. Porque se fala o ano inteiro em ajudar ao próximo, as crianças e os excepcionais, até através de doações feitas em programas de televisão e afins, e achamos que ao doar estamos cumprindo nosso papel de cidadãos e realmente os ajudando; mas na época do Natal, a época que realmente mais importa, nós não fazemos mais nada a não ser olharmos para o nosso próprio umbigo... Já diz a música: "Então, é Natal! E o que você fez?". E você, o que fez para tornar o mundo melhor? O que fez para fazer o dia de uma pessoa que realmente precisa mais feliz? Talvez é nisso que devamos pensar. Porque a maior felicidade e alegria que podemos ter é saber que temos nossa família e amigos ao nosso lado para nos ajudar a segurar as pontas do dia-a-dia, todos os dias. Este é o verdadeiro amor. O que aguenta defeitos, mal humor, dias ruins, problemas, e mesmo assim está lá, firme e forte para nos segurar. Não são com presentes e jantares que iremos retribuir esse amor e carinho dados de graça o ano inteiro. Talvez agora, possamos olhar também um poquinho para o lado, fazer um gesto de amor e carinho a quem não tem nada disso todos os dias. Este sim, é o espírito do Natal. Porque se cada um fizesse um pouquinho apenas, o ano não terminaria e começaria sempre do mesmo jeito.

Leslie Novaes

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Sonho de amor

Essa noite tive um sonho...
Um sonho tão bonito, como há tempos não sonhava...
Sonhei que estava extravasando alegria sentindo uma coisa nova em mim...
É, foi por causa de alguém. Alguém que me deixou assim, radiante. Boba, talvez. Alguém que me fez sentir borboletas no estômago e escutasse os sinos tocarem, tudo de uma só vez... ah, o amor! E quando ele chega não dá pra explicar. A gente apenas sente. Mas esse amor é só meu e de mais ninguém, nunca, jamais será revelado. Um amor platônico, talvez. Um amor que por si só, já me traz a alegria e me dá prazer por sentí-lo, sem querer mostrá-lo a ninguém, nem mesmo ao detentor deste afeto. Sim, um amor que sou agraciada de sentir, mas que viverá enclausurado no meu peito e com a chave perdida na imensidão da minha razão. Um amor que me fez presa fácil das suas armadilhas e me deixou à mercê de seus encantos... Não que eu seja retraída, ou coisa do tipo. Mas contar pra quê? Iria fazer com acabasse a magia e alegria de poder sentir esse frio na barriga, esse arrepio que toma conta do corpo e faz o coração disparar, só ao vê-lo passar. Não, contar pra quê? Para as controvérsias do dia-a-dia irem nos afastando, pouco a pouco? Prefiro manter em sigilo e ir semeando cuidadosamente o meu amor, mesmo sem o verdadeiro causador desse turbilhão saber. Seus olhos me fascinam, há um enigma duvidosamente enlouquecedor, e que ao me encarar me deixa petrificada; suas palavras são confortantes e suaves como a brisa leve da primavera, e sua mente é um terreno totalmente desconhecido e impenetrável, onde a dúvida que em mim provoca me deixa sem enxergar, como na escuridão, sem saber que rumo tomar, que direção seguir, como chegar ao seu coração. Seu corpo é másculo, de um homem, ao passo que possui finos traços, característicos natos. Tudo nele me encanta, desde o som da sua voz ao cheiro de sua pele. Só ele sabe provocar esse furacão de sensações dentro de mim. Uma sensação egoísta, talvez, por não querer compartilhá-la e nem sequer saber se a recíproca é verdadeira. Não, não é. Então eu acordo e vejo que foi apenas mais um sonho de amor...

Leslie Novaes